Sustentabilidade e a Questão do Lixo

Sustentabilidade e a Questão do Lixo

Desde os primórdios da civilização, com o advento da Revolução Industrial, o ser humano usufrui dos recursos naturais como se estes fossem ilimitados. É compreensível, pois, naquela época, nada se sabia sobre “sustentabilidade”. As pessoas não entendiam que, um dia, as fontes acabariam. Apenas passamos a ter consciência deste fato em meados da década de 1980, tema trazido pela Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, da ONU, que propunha o uso consciente dos recursos naturais, visando o desenvolvimento econômico, sem comprometer as gerações futuras e preservando o meio ambiente, ao mesmo tempo. Esse é o conceito de desenvolvimento sustentável.

Além de a natureza ter recursos limitados, aqueles de que não necessitamos mais, o tão famoso lixo, ainda causa grandes impactos no meio ambiente. Principalmente nos países não-desenvolvidos, nos quais o descarte de resíduos não é adequado, havendo a opção dos “lixões” a céu aberto. Esses depósitos são grandes fontes de doenças para os habitantes ao seu redor, além de produzirem o gás metano em sua decomposição, prejudicial à atmosfera, e o líquido proveniente desses resíduos, o chorume, acaba por poluir lençóis freáticos.

Tendo em vista essa problemática, a gestão de resíduos é o desenvolvimento de toda uma logística, que segue a ordem de prioridade: 1. Não geração; 2. Redução; 3. Reutilização; 4. Reciclagem; 5. Tratamento; 6. Deposição final.

Como um exemplo de não geração (1), podemos citar o uso de materiais descartáveis, no dia a dia. Se todos nós aderíssemos à ideia dos chamados “eco copos” – aqueles que compramos no início dos eventos, usamos, e temos a possibilidade de devolvê-los no final  e sermos ressarcidos. O objetivo é diminuir o consumo de copos descartáveis. Quem gostar, pode levá-los consigo como lembrança e até usá-los nos próximos eventos -, deixaríamos de produzir MUITOS resíduos. É uma tarefa fácil. Quanto à redução (2), economia de papel na rotina. Quanto menos papéis jogarmos fora, menos resíduos produzidos. Há sempre aquela pessoa que erra uma palavra e descarta a folha inteira. Tudo isso faz diferença.

A reutilização (3) trata-se de, por exemplo, doarmos o que não nos serve ou interessa mais. Como uma roupa, louça, brinquedo, livros (não se joga um livro fora!). Sobre a reciclagem (4), se investíssemos mais nesta, reduziríamos nossos lixões e aterros em massa! Em relação aos resíduos contaminados que ainda podem ser salvos, faz-se um tratamento (5) adequado, para que possam ser reaproveitados ou causem menos impactos (exemplo do esgoto); aos contaminados que não podem mais ser salvos, os ditos “rejeitos”, vão para o descarte ADEQUADO (6), que seria nos aterros sanitários (diferentes dos “lixões”). Esses são previamente preparados para receber os resíduos, para evitar ao máximo todo tipo de impacto ao meio ambiente.

Se seguíssemos essa linha de prioridade, teríamos muito menos impactos na natureza. Porém, ainda temos MUITO a evoluir.

 
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