Alternativas ao agronegócio brasileiro

Alternativas ao agronegócio brasileiro

O Brasil é um país que desde as suas bases têm sua receita econômica oriunda de uma indústria agroexportadora, multifacetado em sua cronologia temporal, mas pouco diversa. O país é portador de uma das mais vastas áreas de terras passíveis ao cultivo. E seu grande componente terrestre fica dentro do controle de latifundiários que utilizam a terra em sistemas de monoculturas voltadas em maior parte à exportação.

Dentro de um panorama lógico é evidente a importância desse sistema econômico que contribui em ampla parte para o PIB brasileiro, mas seus impactos no meio ambiente são problemáticos. Esse tipo de desenvolvimento gera malefícios como a queimada da vegetação nativa para o cultivo de monoculturas, o que mata e dispersa a fauna da região e torna o solo mais pobre. Além do uso de pesticidas químicos que aumentaram a produção ao acabar com as pragas, mas tem como retorno negativo a contaminação de lençóis freático. Por estes fatores, comprova-se que esse tipo de produção não é sustentável pois retira da natureza sem repor, em contramão à policultura.

No entanto esse não é o único tipo de produção agrícola. Em contraste à monocultura existe a permacultura. Formulada pelos pesquisadores Bill Mollison e David Holmgren na década de 70, pretende-se como um sistema que integra o ser humano à natureza, de maneira que se estabeleça uma relação não negativa entre ambos, possibilitando ao homem suprir todas as suas necessidades sem prejudicar o meio ambiente.

Dentro desse panorama, assim como a permacultura podemos encontrar a agroecologia. Esta, no Brasil, teve suas origens na década de 70, com o movimento de agricultura alternativa, baseando-se nos princípios do movimento da Revolução Verde. O movimento propunha tecnologias menos impactantes à natureza e negava o modo de produção agrícola industrializado com base no impacto negativo tanto no âmbito social quanto no ambiental.

Em março de 2011 a Organização das Nações Unidas divulgou o relatório “Agroecology and the right to food” (Agroecologia e o direito à alimentação), que afirma o potencial da agroecologia como forma de reparar os danos causados pela indústria alimentícia. O estudo tem como premissa um modo de produção ambientalmente sustentável e socialmente benéfico aos pequenos agricultores. Eles passam a ter a possibilidade de produzir através de um método menos custoso, gerando alimentos com maior qualidade.

 Adalto Oliveira


Referências:
http://www.agroecologia.gov.br/politica
https://permacultura.ufsc.br/o-que-e-permacultura/
https://atlas.fgv.br/marcos/descoberta-do-ouro/mapas/populacao-e-exportacoes-da-colonia

Share