Racismo Ambiental

Racismo Ambiental

Na Bahia, ao longo de décadas, moradores de bairros negros veem sofrendo com o nascimento de crianças mortas ou deformadas, como resultado da contaminação provocada pela Companhia Brasileira de Chumbo. Após quase 30 anos de exploração do minério, as Comunidades Afrodescendentes venceram a luta contra os resíduos de manganês deixados pela ICOMI na Serra do Navio no Amapá.

Essas e outras histórias estão ligadas na visão de como os povos indígenas e a população negra são atingidos pelas consequências da degradação ambiental. Com isso podemos ver que existe na realidade uma distribuição desigual do acesso aos recursos naturais, assim como há uma desigualdade dos impactos ambientais negativos a certas comunidades mais desamparadas na visão socioeconômica.

O racismo ambiental se refere a discriminação a comunidades étnicas e minoritárias que são expostas a poluentes como resíduos tóxicos, contaminação por resultado da extração de recursos naturais, inundações, entre outros.

A população indígena enfrenta problemas como a mão de obra precária e o aumento populacional causado pela chegada de trabalhadores que sobrecarrega serviços básicos como saúde, segurança e educação. O racismo ambiental também ocorre em áreas urbanas e pode ser motivado por raça, cor ou classe social.  As comunidades periféricas convivem com a falta de água, suas crianças morrem nas margens dos córregos, nas enchentes e famílias perdem suas casas que foram construídas dentro de represas.

Considerando essas e outras questões, vemos que o racismo ambiental é um assunto importante a ser discutido. Observamos que esses processos oferecem resultados à saúde e ao meio ambiente nesses locais onde encontram-se essas populações, modificando suas vidas, afetando seu dia a dia e botando em risco a sua sobrevivência.

Marianna Lecce

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