Tu te tornas eternamente responsável pelo resíduo que geras!

Tu te tornas eternamente responsável pelo resíduo que geras!

Sedimento? Detritos? Lixo? Resquício? Estes são alguns sinônimos referentes ao nosso tão conhecido resíduo sólido. Porém, o que seria um resíduo sólido?  A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) o define como “todo material, substância, objeto ou bem descartado resultante de atividades humanas em sociedade”. 

Os resíduos sólidos podem ser classificados em:

  • Resíduos domiciliares: alimentos, produtos deteriorados, embalagens em geral, jornais e revistas, papel higiênico e outros.
  • Resíduos de estabelecimento comerciais e prestadores de serviços: descartes de supermercados, bancos, lojas, bares, restaurantes e outros.
  • Resíduos de serviço de saúde: provenientes de hospitais, clínicas médicas ou odontológicas, farmácias e outros. É potencialmente perigoso, pois pode conter materiais contaminados.
  •  Resíduos de serviço de transporte: aeronaves, terminais de carga, manutenção de aeronave e outros.
  • Resíduos de limpeza urbana: como restos de poda e produtos da varrição das áreas públicas, limpeza de praias e galerias pluviais, resíduos das feiras livres e outros.
  • Resíduos da construção civil: tijolos, blocos cerâmicos, concreto em geral, madeiras e compensados e outros.
  • Resíduos de mineração: pilhas de minérios pobres, rejeitos da mineração e outros.
  • Resíduos industriais: O tipo de lixo varia de acordo com o ramo de atividade da indústria. Nessa categoria está a maior parte dos materiais considerados perigosos ou tóxicos.
  • Resíduos agrossilvopastoris (orgânicos e inorgânicos): dejetos da criação de animais, embalagens de agrotóxicos, fertilizantes e insumos.

Estes são algumas classificações e exemplos para cada tipo de detrito. Cada característica é específica e determina como ele deve ser manuseado, acondicionado, transportado e tratado. O gerenciamento inadequado dos resíduos sólidos pode causar grandes impactos ao meio ambiente, como contaminação de corpos d’água, atração de vetores de doenças e geração de gases poluentes.

A partir de agosto de 2010, baseado no conceito de responsabilidade compartilhada, a sociedade como um todo – cidadãos, governos, setor privado e sociedade civil organizada – passou a ser responsável pela gestão ambientalmente adequada do resíduo. Agora é dever de cada um de nós. É preciso ser responsável não só pelo descarte correta do lixo que geramos, mas também repensarmos o nosso papel como consumidores e geradores. 

E você já parou para refletir como podemos buscar novas contribuições para a destinação do resíduo de uma forma correta? 

 Um dos caminhos para mitigar os problemas relacionados ao resíduo é apontado pelo Princípio dos Três Erres (3R’s): Reduzir, Reutilizar e Reciclar.  

A compostagem, a incineração, o aterro sanitário, o aterro controlado e a coleta seletiva são outras formas de destinação do resíduo. 

Reduzir: significa que podemos consumir menos produtos e escolher aqueles que ofereçam menor potencial de geração de resíduos e que tenha maior vida útil.

 Reutilizar: é, por exemplo, usar novamente as embalagens. Como reutilizar os potes de sorvetes, com a tampinhas de garrafa PET é possível fazer o seu próprio jogo de dama.

Reciclar: envolve a transformação dos materiais. Exemplo: fabricar um produto a partir de um material usado. Podemos produzir papel reciclando papéis usados. Papelão, latas, vidros e plásticos também podem ser reciclados. 

Compostagem: é um processo no qual a matéria orgânica (restos de alimentos, aparas e podas de jardins etc.) é degradada biologicamente, obtendo-se um produto que pode ser utilizado como adubo para o jardim.

Incineração: é a transformação da maior parte dos detritos em gases, através da queima em altas temperaturas (acima de 900º C), ocasionando a diminuição da massa e volume. Incineração não é o mesmo que uma simples queima de resíduos. De qualquer forma, devido a aspectos técnicos, a incineração não é o tratamento mais indicado. 

Aterro sanitário: é um método de aterramento dos resíduos em terreno preparado para a colocação do lixo, de maneira a causar o menor impacto ambiental possível. Como todo processo de tratamento produz um rejeito, isto é, um material que não pode ser utilizado, a disposição final em aterros acaba sendo imprescindível para todo tipo de tratamento. 

Coleta seletiva e/ou de compostagem: essa forma de tratamento prevê a instalação de um galpão para a separação (triagem) manual dos resíduos, usualmente realizada em esteiras rolantes. Quando o município realiza a coleta seletiva, os resíduos já chegam separados, isto é, materiais recicláveis separados dos resíduos orgânicos.

Repensando em nossas atitudes, podemos fazer com que as nossas ações gerem menos impactos e minimize a geração de desperdício. Auxiliar a fase de tratamento dos resíduos será uma forma de torná-los menos agressivos para o descarte final, diminuindo o seu volume e efeito ao meio ambiente.

E você, já pensou como reduzir seu lixo? 

Por Melissa Costa.

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